Arquivo da categoria: mitos sobre gravidez

Palpite Infeliz

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“Quem é você, que não sabe o que diz? Meu Deus do céu, que palpite infeliz…” A música de Noel Rosa bem poderia servir para 90% dos palpites que as grávidas e recém-paridas ouvem durante todo esse delicado período. “Você já fez uma cesariana? então não pode mais ter parto normal!”, “sua barriga tá muito baixa, cuidado!”, “tem mulher que tem leite fraco e não consegue amamentar…”, “parto normal deixa a mulher larga”, “vc vai aguentar ter parto normal? é muita dor!”, “mas o bebê só mama no peito, você não dá nem uma aguinha pra ele?”. Essas são algumas das frases que costumamos ouvir de parentes, amigos e até de desconhecidos. O pior é que, por vezes, mesmo médicos vem com a conversa de que a mulher não tem leite ou que o leite é fraco e precisa de suplementação de mamadeira.
Para nos empoderarmos e tomarmos as rédeas da gravidez, do parto e da amamentação, é preciso que estejamos bem informadas e muito seguras do que queremos. Existem muitos mitos envolvendo esses processos e basta a barriga despontar para sermos assoladas por eles. Como estamos sensíveis, inseguras às vezes, acabamos sucumbindo a essa “sabedoria” propagada por pessoas que são até bem intencionadas (nem sempre!), mas que ignoram muitas coisas que já são científica e empiricamente comprovadas.
Sobre o parto, é mito que quem faz cesárea uma vez, não possa mais ter parto normal. Há inúmeros relatos em sites como http://www.amigasdoparto.com.br/ que contrariam tal crendice.
Em relação à amamentação, já é sabido que não existe leite fraco, que um bebê se desenvolve muito bem com amamentação exclusiva até 06 meses ou mais, sem precisar de água, chás, sucos e outras bebidas ou comidas. Toda mulher saudável é capaz de amamentar e é possível buscar ajuda em grupos como as Amigas do Peito (http://www.amigasdopeito.org.br/).
É importante procurarmos redes de apoio e profissionais realmente comprometidos com o protagonismo feminino, com a amamentação, com o parto fisiológico.
Enfim, ninguém sabe mais de nossos corpos, vontades e possibilidades do que nós mesmas. Eu, quando estou com paciência, rebato os palpites infelizes com as informações de que disponho. Caso contrário, me limito a sorrir, e sigo em frente fazendo tudo do jeitinho que eu acredito.
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