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Como alimentar seu bebê – fujam desse livro!

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Ganhei de uma pessoa bem intencionada um livro intitulado Como alimentar seu bebê. Como dar mais saúde e vitalidade ao seu bebê, de Sara Lewis. Estou simplesmente chocada! Isso me fez ver quantas bobagens existem publicadas por aí acerca de cuidados com filhos.
O livro não incentiva a amamentação materna e todo o tempo equipara o leite materno ao leite em pó. Diz que aos 4 meses de vida a criança já necessita de alimentos variados, não se contentando somente com o leite. Diz ainda que, caso a mãe opte por amamentar ao seio, isso deve ser feito no máximo por 1 ano, pois senão a criança fica “viciada” em sugar o mamilo que tal “vício” seria difícil de vencer posteriormente. Isso é uma imensa bobagem, mais um palpite infeliz (ver post abaixo) que posso contestar com minha própria experiência de mulher mamífera. Amamentei minha filha por 2 anos e 2 meses, a despeito de todas as besteiras que ouvia, inclusive do seu antigo pediatra, sobre vícios e excessiva dependência entre mãe e filha. Eu ria, pois, mesmo tendo esse terrível “vício”, minha filha fazia sua própria mochila da creche desde antes dos 2 anos, comia sozinha, sempre foi muito autônoma. Essas pessoas são ignorantes e desconhecem as maravilhosas culturas originárias da América Latina e da África, nas quais a amamentação prolongada por 7 anos ou mais é vista como um cuidado e mesmo garantia da sobrevivência de muitos povos.
No livro, a autora fala ainda do alívio que as mamadeiras e alimentos representam para as mães, pois elas podem ser “liberadas” da amamentação. Eu, que acho amamentar um dos maiores prazeres da vida, vejo nessa frase um absurdo com traços de repressão sexual e também uma visão que serve muito ao capitalismo, já que “se liberar”, nesse caso, é estar disponível para o trabalho alienado.
Mas a autora não para por aí e recomenda alimentos altamente alergênicos a bebês com menos de dois anos de vida. Morango, mel, castanhas, pasta de amendoim, carnes de porco e cordeiro, queijo cheddar são alguns dos ingredientes das receitas indicadas para bebês de até 12 meses!
Esse livro é um desserviço à saúde infantil. Fujam!
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Xô, Ronald!

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Eu odeio a comida do McDonalds e tudo que ela representa. Assim como eu, milhões de militantes em defesa da reforma agrária, da agroecologia, anticapitalistas, adeptos da slow food e outros grupos que sonham com um mundo melhor vêm nessa empresa de comida, além do perigo à saúde, um símbolo do consumo irrefrado e padronizado que nos é imposto diariamente. Sou uma anti-McDonalds tão fanática que uma amiga me diz que sempre que come lá imagina que eu vou sair de trás de alguma pilastra e gritar: “larga isso agora!”, uma espécie de patrulha do Big Mac.
Por isso mesmo, adorei o filme Supersize Me, dirigido pelo estadunidense Morgan Spurlock e lançado em 2004. No filme, Morgan registra 30 dias de sua vida em que passou comendo no McDonalds três vezes ao dia, fazendo todas as refeições por lá e aceitando sempre a oferta supersize quando esta lhe era oferecida pelos funcionários da lanchonete. O resultado foi o ganho de mais de 11kg e uma série de problemas de saúde dos quais ele levou mais de um ano para se livrar. Se essa comida é capaz de fazer isso com um adulto saudável, imagine o que acontece no organismo das crianças.
Muitos pais levam seus filhos ao McDonalds por causa da propaganda específica para o setor infantil. Brindes, brinquedos e o palhaço Ronald servem para atrair o público mirim. Alguns, mais preocupados com a saúde, deixam os filhos pequenos comerem “só a batatinha” que vem com os lanches. Pois é justamente com as batatas fritas que o diretor de Supersize Me faz a experiência mais impressionante. Elas simplesmente não estragam mesmo após dias acondicionadas num pote de vidro em temperatura ambiente. Pensem o que isso representa dentro dos nossos corpos e o de nossos filhos, a quantidade de conservantes e outros produtos químicos adicionados a essas batatas! Quem quiser ver pra crer, recomendo o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=crcAffrNk1s
Prefiro comida de verdade!